Maputo Cidade
Localizada no extremo sul do país, a capital moçambicana é considerada o portal de entrada e de saída do país e a passagem obrigatória para todos os que desejam visitar e conhecer a Pérola do Índico.
O seu ambiente animado, misturado com o estilo mediterrâneo e as largas avenidas revestidas de acácias, torna-a num lugar que vale a pena visitar. Maputo está equipada para receber uma variedade de eventos nacionais e internacionais e oferece hotéis de topo, com padrões internacionais, que servem para conferências, eventos corporativos e até mesmo banquetes.
Os traços históricos não lhe tiram o carácter de cidade africana verdadeiramente cosmopolita, onde os edifícios históricos, a miscelânea étnico-cultural, a agenda permanente de espectáculos e festivais de música local e internacional, e várias casas de pasto e restaurantes concorrem para que seja um dos destinos mais procurados para desfrutar das férias e do lazer. As magníficas praias, o exotismo da capulana, a Reserva Especial de Maputo, a Barragem dos Pequenos Libombos, a conhecida Vila da Namaacha e a Ilha de Inhaca fazem da capital um destino inesquecível.
A ensolarada Maputo é repleta de construções coloridas, pessoas acolhedoras, comércios e pontos turísticos. A Avenida Marginal é o cartão-postal da cidade e um bom ponto de partida para ter uma noção da agitação na região.
Reserve pelo menos três dias para explorar os principais pontos turísticos de Maputo, incluindo a Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição, os vários museus, o Conselho Municipal e a Casa de Ferro.
Maputo abriga a maior feira de artesanato e gastronomia de Moçambique, a FEIMA. Além disso, há praias, igrejas, construções antigas, parques e muitas outras atrações para que sua viagem seja inesquecível.
O que fazer Maputo
A principal dica para quem deseja conhecer a verdadeira Maputo é planejar um bom giro pela cidade. Para isso, não serão necessários mais de dois ou três dias, considerando os pontos turísticos a serem explorados com mais calma, como museus, como o de História Natural e o do CFM, e monumentos, como a Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição.
O visitante pode montar um roteiro com a ajuda deste guia — conferindo, mais abaixo, as principais atracções e o nosso mapa de pontos turísticos — ou contratar o serviço de um guia turístico. A segunda opção é bem viável e uma maneira de economizar tempo e ficar bem por dentro, detalhe por detalhe, de toda a história da capital moçambicana.
Com a ajuda de um guia, enxerga a cidade com outros olhos, pois, além das atracções convencionais, ele o leva a lugares como a Vila Algarve, uma construção muito bonita, apesar de deteriorada pelo tempo, que guarda um passado sinistro: ali dentro, várias pessoas foram torturadas pela polícia do regime (PIDE).
O passeio completo, que ainda incluiu uma volta pela orla e avenidas da cidade, pode ser feito num carro com motorista, totalizando USD 145 pelo período de três horas (preço para duas pessoas).
opção são os passeios guiados por estudantes que atuam no Balcão de Informação Turística, localizado no belo Jardim Botânico da cidade. O tour guiado “Top Ten”, por exemplo, oferece ao turista uma visão geral de Maputo e da história de Moçambique.
Nesse tour, o visitante conhecerá a catedral, o Conselho Municipal, a Casa de Ferro, o Jardim Tunduro, o Mercado Central, a Estação dos Caminhos de Ferro, entre outros pontos. O passeio custa USD 35 por pessoa (grupo de duas a três pessoas) ou USD 25 para um grupo de seis ou mais pessoas, lembrando que também é possível incluir uma parada para almoço. Para saber tudo sobre os passeios oferecidos pelo balcão, é só clicar no perfil do balcão no Facebook.
Não deixe de visitar
Catedral da Nossa Senhora da Conceição
A Catedral de Maputo, denominada Nossa Senhora da Conceição, é um edifício emblemático, projectado em 1936 pelo engenheiro Marcial Freitas e Costa e inaugurado em 1944 pelo Cardeal-Patriarca de Lisboa, Manuel Gonçalves Cerejeira. Tem como características, uma altura interior de 16m e uma torre com 61m de altura. A nave tem um comprimento de 66m e uma altura de 16m.
Igreja Católica Santo António da Polana
O templo situado num dos bairros mais famosos de Maputo é popularmente conhecido como “espremedor de limão”, devido ao formato de uma “flor invertida” no tecto. A obra de 1962 é de autoria do arquitecto Nuno Craveiro Lopes, que, inclusive, teria se inspirado totalmente em uma igreja brasileira: a Catedral da cidade de Maringá.
Casa de Ferro
A construção de ferro situada a poucos metros da Praça da Independência é um imóvel pré-fabricado, desenhado por ninguém menos do que Gustave Eiffel, em 1892.
No entanto, a estrutura vinda da Bélgica acabou por não cumprir a finalidade de abrigar o então governador-geral de Moçambique, devido ao clima subtropical do país, que transformava o prédio em um verdadeiro “forno”.
Actualmente, a Casa de Ferro abriga o Ministério da Cultura e do Turismo e pode ser visitada por dentro gratuitamente. No local — situado ao lado do Jardim Botânico de Maputo — o visitante encontra uma mini-exposição de objectos provenientes de cidades medievais moçambicanas (no ar condicionado, é claro!).
Praça da Independência
A ampla praça, situada entre a cidade alta e a cidade baixa, abriga a estátua do primeiro presidente de Moçambique independente, Samora Moisés Machel, líder conhecido pelos discursos inflamados que enfatizavam o fim da exploração portuguesa.
Contudo, a estátua passou a habitar o centro da praça somente em 2012, no lugar de outra, a do governador-geral português Mouzinho de Albuquerque. Obra de arte que pode ser vista na fortaleza de Maputo.
Na parte de trás da praça, também está situado o prédio da Câmara Municipal, uma construção de 1941, do arquitecto Carlos César dos Santos, em conjunto com os arquitetos Arnaldo Pacheco e Franz Keindl. Inclusive, no passado, lia-se no pavimento frontal a inscrição “Aqui é Portugal”, frase dita pelo presidente Américo Tomás durante visita ao país, em 1964.
Jardim Botânico Tunduru
Este belo refúgio verde em meio ao concreto foi criado em 1885 pelo paisagista inglês Thomas Honey, responsável pela concepção dos jardins do rei da Grécia e do sultão da Turquia. O local, que abriga uma variedade de espécies de plantas indígenas e exóticas, é excelente para caminhadas ou para momentos de relaxamento sob as árvores frondosas.
Ao visitar o parque, não deixe de admirar o belo arco que fica na entrada, em estilo neomanuelino. A peça foi colocada no local em 1924, no aniversário da morte do navegador Vasco da Gama. Outra obra de arte que pode ser vista em frente ao arco é a estátua do presidente Samora Machel, escultada por escultores norte-coreanos.
Uma fonte Wallace de ferro fundido, com quatro figuras femininas que sustentam uma cúpula, também faz parte do “acervo” do parque. A peça foi fabricada pela Fonderies d’Art du Val d’Osne e uma das teorias existentes é a de que ela foi trazida para Maputo pelas mãos do engenheiro francês Eugène Tissot.
Balcão de Informação Turística
Dentro do Jardim Botânico Tunduru, há um centro de apoio que oferece tudo o que turista precisa durante a estada em Maputo e região. O centro, inclusive, conta com o trabalho de estudantes que promovem tours, realizam levantamentos de pontos turísticos e de restaurantes baratos, entre outras informações muito úteis.
Entre as opções de tours estão o “Top Ten”, que promove uma visão geral da cidade, passando pelos principais pontos turísticos de Maputo, o tour “Art déco”, direccionado para aqueles que desejam saber mais sobre a arquitectura da capital e o “Food n Markets”, para os interessados na gastronomia local. Os passeios custam a partir de USD 10 (preços por pessoa), quanto maior o grupo, mais barato vai ser o tour.
O escritório de turismo fica na entrada do parque e é identificado por uma placa com a letra “i”. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (+258) 84955-3105, pelos e-mails balcaodeturismo@gmail.com e jane.flood@gmail.com (em inglês) ou pela página do Facebook Maputo a pé.
useu de História Natural
Animais embalsamados de diversas espécies podem ser vistos de perto no Museu de História Natural. Mais precisamente, uma colecção composta por 200 mamíferos, mais de 10 mil aves, mais de 170 mil insectos, além de 1.250 invertebrados e 150 répteis. Isso sem contar com uma impressionante exposição de fetos de elefantes, desde a concepção até o 22.º mês de gestação.
A entrada no museu fundado em 1911 — instalado em um belo edifício inspirado no estilo Manuelino — custa apenas 50 MT. Ao visitar o local, não deixe de explorar os jardins e toda a bela e bem cuidada área externa.
Praça Travessia do Zambeze, 104, Maputo
Telefone: +258 21 486 516
FEIMA – Feira de Artesanato, Flores e Gastronomia
Você é daquele tipo de viajante que não resiste a um souvenir? Então não deixe de conhecer a Feima, a Feira de Artesanato, Flores e Gastronomia de Maputo. Um mercado a céu aberto, instalado em uma área verde, o Parque dos Continuadores, onde são vendidos objectos de decoração para a casa, bijuterias, capulanas coloridas (roupas típicas usadas pelas mulheres), acessórios e muito mais.
Tudo o que é comercializado no local é feito por artesãos da cidade, mas a dica é barganhar bastante o preço ao encontrar um item que agrade. Isso porque o preço para o turista costuma ser um pouco mais elevado do que o preço normal.
Ao visitar a Feima, aproveite para experimentar algumas delícias da gastronomia moçambicana servidas por lá, a exemplo do caril de camarão (camarão ao curry) e o frango à zambeziana. Os pratos custam a partir de 250 MT.
Jardim do Parque dos Continuadores, Av. Mártires da Machava, Maputo
Telefone: +258 21 493 179
Fortaleza da Nossa Senhora da Conceição
Quando foi erguida em 1787, a Fortaleza da Nossa Senhora da Conceição, ou apenas Fortaleza de Maputo, como é comumente chamada, era inteiramente de madeira. Uma estrutura que, ao longo do tempo, sofreu ataques, passou por períodos de abandono, reconstrução, até tornar-se o que é hoje, um importante monumento histórico da capital moçambicana.
No local, o visitante vai ver de perto relíquias de outros fortes do país, como canhões, e estátuas de colonizadores portugueses, que no passado podiam ser vistas nas ruas de Maputo. No entanto, o ponto alto do tour pela fortaleza é a visita à sala que abriga o caixão de madeira trabalhada, que contém os restos mortais de Gungunhana, ou Ngungunhana, o controverso imperador de Gaza.
O famoso líder foi capturado pelos portugueses e levado a Portugal como prémio. Ele morreu em 1906, porém, seus restos mortais retornaram a Moçambique somente em 1985, vindos dos Açores.
Avenida Samora Machel, Maputo
Museu Nacional da Mueda
O edifício foi construído em 1860 e é considerado a primeira casa de alvenaria da então cidade de Lourenço Marques, actual Cidade de Maputo. É de arquitectura indo-portuguesa. Esta propriedade pertencia a um comerciante indiano que, posteriormente, a vendeu ao Governo português por 750 libras esterlinas. A sua estrutura anterior desapareceu e ganhou uma mais moderna, que não permite que confundam o edifício com uma residência.
Actualmente, a Casa alberga o Museu Nacional da Moeda, administrado pela Universidade Eduardo Mondlane. A criação do Museu da Moeda insere-se no âmbito da preservação e valorização do património histórico de Moçambique, tendo em conta que a moeda é um testemunho histórico importante, revelando o grau de desenvolvimento económico de uma sociedade e as relações socioeconómicas, políticas e culturais entre povos ou países.
O Museu Nacional da Moeda, expõe cerca de 4300 moedas, peças monetiformes, fichas de permuta dos séculos passados, notas e medalhas, sendo 1000 referentes a Moçambique. São mostradas moedas-mercadoria (argolas ou manilhas, enxadas, andas, aspas e cruzetas, entre outras) que circularam em ósmicas, nas políticas e nas culturas de povos ou países. Contém exposições da moeda nacional,
No Museu, entre as moedas-mercadoria expostas, pode apreciar-se também o antepassado do metical, (a moeda de Moçambique). 4,83 g de ouro em pó chamavam-se meticais (termo de origem árabe). No interior das penas de aves iguais àquela exposta, transportava-se o ouro, tapando a extremidade das penas com cera de abelha.
Várias salas do Museu mostram, segundo o critério geográfico, moedas de diferentes partes do mundo, e há ainda uma sala dedicada a medalhas.
Parque Nacional de Maputo
O Parque Nacional de Maputo oferece uma combinação cénica de planícies, pântanos, pradarias, cadeias de montanhas e florestas de dunas costeiras, ao longo de praias de areia branca e fina e de um mar de azul-turquesa.
Lar de uma vida selvagem em constante crescimento e diversificação, com espécies raras e ameaçadas de extinção, o Parque Nacional de Maputo é uma das áreas de biodiversidade mais marcantes do mundo.
Equipados com vários parques de campismo e alojamentos, a apenas 1h30 de carro de Maputo, oferecem uma experiência excepcional de contemplação e relaxamento, seja para um dia ou para uma estadia mais longa… intocada e inesquecível.
Principais atractivos turísticos
- Naturais: A província destaca-se pela Ponta do Ouro, famosa pelas suas águas azul-turquesa e recifes de coral. A Ilha da Inhaca e a Ilha dos Portugueses oferecem ecossistemas marinhos protegidos e praias imaculadas. A norte, a Praia de Macaneta é um refúgio popular pela combinação de rio e mar.
- Culturais e históricos: Embora a cidade de Maputo (unidade autónoma) concentre o património edificado, a província detém a histórica vila de Namaacha, com a sua arquitectura colonial e o santuário de Fátima. Marracuene preserva tradições de resistência anticolonial, como o festival Gwaza Muthini.
- Vida selvagem e aventura: O Parque Nacional de Maputo (antiga Reserva Especial de Maputo) é a joia da coroa, oferecendo a experiência única de observar elefantes em dunas costeiras. Em 2025, o parque reforçou a sua candidatura ao Património Mundial da UNESCO. As actividades de aventura incluem o mergulho com golfinhos na Ponta do Ouro e safáris de canoa no Rio Maputo.
- Gastronomia e agroturismo: A gastronomia é rica em mariscos (amêijoas e caranguejo-da-Catembe). O agroturismo desenvolve-se em zonas como Moamba e Namaacha, com quintas que oferecem experiências de colheita e de produção de queijos artesanais.
- Urbano e festivais: Marracuene e Matola são centros de eventos culturais vibrantes. O festival Gwaza Muthini (Fevereiro) e os diversos festivais de Verão na Ponta do Ouro atraem milhares de visitantes regionais.
Desempenho do turismo
- Visitantes anuais estimados: Em 2024, a província registou fluxos recordes, com o Parque Nacional de Maputo a atingir picos de visitação. Estima-se que a província receba anualmente entre 350.000 e 400.000 turistas, mantendo uma trajetória ascendente de 15% ao ano desde a inauguração da ponte Maputo-Katembe.
- Principais mercados de origem: O mercado da África do Sul é o principal emissor internacional, seguido por Portugal, Espanha e China (negócios). O turismo interno proveniente da Cidade de Maputo é o motor dos fins-de-semana.
- Emprego no turismo: O sector é vital para a economia local, gerando mais de 18.000 empregos diretos no alojamento, na restauração e nos serviços de guia.
- Contributo económico: O turismo em Maputo é um pilar da balança de pagamentos provincial, contribuindo significativamente para as receitas fiscais através das taxas de entrada em áreas protegidas e licenciamento de estâncias.
- Sazonalidade: Muito marcada por feriados sul-africanos. O pico ocorre em Dezembro/Janeiro e durante a Páscoa. O período de Junho a Agosto é preferido para o turismo de natureza e safáris.
Infraestruturas turísticas
- Capacidade hoteleira: Há uma vasta rede de lodges ecológicos na zona de Machangulo e de hotéis de lazer na Ponta do Ouro. A Matola e a Boane oferecem infraestruturas voltadas ao turismo de conferências e negócios.
- Ligações de transportes: A Ponte Maputo-Katembe e a estrada alcatroada até à Ponta do Ouro (concluída em 2018) revolucionaram o acesso. O Aeroporto Internacional de Mavalane (na cidade vizinha) actua como hub, enquanto a reabilitação da linha ferroviária Goba apoia o fluxo transfronteiriço.
- Operadores e produtos: Operadores especializados em “Safáris de Mar e Terra” dominam o mercado, oferecendo pacotes que combinam o Parque Nacional de Maputo com estadias na Ponta do Ouro.
- Centros de visitantes: Existem centros de recepção modernos no Parque Nacional de Maputo e postos de informação na fronteira da Ponta do Ouro (Kosi Bay).
- Ferramentas digitais: A província tem a maior penetração de sistemas de reserva online no país. Apps de navegação e guias digitais de ecoturismo são amplamente utilizados na Ponta do Ouro e em Macaneta.
Hospedagem em Maputo – A selecção do Melhores Destinos
Se você ainda não sabe onde ficar, confira nossa selecção das melhores opções de hotéis para a sua viagem.
| HOTEL |
| GuestHouse 1109 |
| Hotel Cardoso |
| Joli Guesthouse |
| Meliá Maputo Sky |
| Polana Serena Hotel |
| Montebelo Girassol Maputo Hotel |
| StayEasy Maputo |
| Afrin Prestige Hotel |
| Hotel Kapital |
| Radisson Blu Hotel & Residence Maputo |
Atracões turísticas
Cidade de Maputo
- Ilha de Inhaca
- Praia da Catembe
- Feira de Artesanato, Flores e Gastronomia
- Museu de História Natural
- Mercado de Peixe
- Praça dos Trabalhadores
- Estação Central dos Caminhos de Ferro
- Jardim Tunduru (Jardim Botânico)
- Fortaleza
- Casa de Ferro
- Catedral de Nossa Senhora da Conceição.