Thursday, June 4, 2026
Início Eventos de Vida Justiça Familiar Exercício do Poder Parental e Limitações Legais (Lei da Família n.º 22/2019)

Exercício do Poder Parental e Limitações Legais (Lei da Família n.º 22/2019)

0
79

O poder parental corresponde aos direitos e deveres dos pais em relação aos filhos, incluindo a sua educação, protecção, cuidado e representação legal. De acordo com a Lei da Família (Lei n.º 22/2019), este poder deve ser exercido sempre no interesse superior da criança.

Exercício do poder parental

  • Poder parental é exercido em conjunto pelos pais, com base no diálogo e no consenso

  • Em caso de desacordo, os pais podem recorrer ao tribunal, que decide em função do interesse da criança

  • Se um dos pais estiver impedido, o outro exerce o poder sozinho

  • Em caso de morte de um dos pais, o poder pertence ao progenitor sobrevivente

Nos casos de divórcio ou separação, o tribunal estabelece como o poder será exercido, incluindo a guarda do menor e a responsabilidade de cada progenitor.

Quando a filiação é reconhecida apenas por um dos pais, este assume o poder parental. Se a criança estiver fora do casamento ou de uma união de facto, o poder pertence ao progenitor com quem vive.

Situações especiais

  • Se a criança for confiada a outra pessoa, esta assume os deveres essenciais de cuidado e protecção

  • Se essa pessoa deixar de poder exercer essa função, o tribunal pode nomear outro responsável

Limitações ao poder parental

O poder parental pode ser limitado ou retirado pelo tribunal quando houver situações graves, como:

  • Maus-tratos

  • Negligência

  • Má administração dos bens da criança

Nestes casos:

  • Pode ser decretada a inibição do poder parental

  • A medida pode ser revista ou levantada quando a situação melhorar

  • Podem ser aplicadas providências para proteger a criança e os seus bens

Registo obrigatório

As decisões relativas ao exercício do poder parental devem ser registadas oficialmente. Sem registo, não produzem efeitos contra terceiros de boa-fé.

Medidas substitutivas

Quando os pais não podem exercer o poder parental, a lei prevê alternativas:

Tutela

  • Aplicada em caso de morte, incapacidade ou impedimento dos pais

  • O tutor passa a representar a criança e a administrar os seus bens

  • Deve cumprir deveres legais e prestar contas

Família de acolhimento

  • A criança é confiada a outra família que assegura cuidados e protecção

  • Deve garantir o bem-estar e o desenvolvimento do menor

Em resumo: De acordo com a Lei da Família (n.º 22/2019), o poder parental deve ser exercido com responsabilidade e respeito, sempre no melhor interesse da criança. Quando há riscos ou incapacidade dos pais, a lei prevê medidas de protecção para garantir a segurança, o cuidado e os direitos do menor.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui